O mais precioso tesouro O imponente navio avançava com as velas enfunadas, destacando-se no límpido horizonte daquela tarde deverão, enquanto se aproximava rapidamente da costa da ilha. No alto do mastro tremulava a temível bandeira negra. Não cabia dúvida: os piratas iam desembarcar! Com a agilidade de um gato, Juanito, o pequeno indígena, desceu do promontório rochoso, onde se achava contemplando o belo panorama do mar do Caribe, e correu em direção à aldeia. Lembrava-se bem das advertências que tantas vezes recebera a respeito desses “tigres dos mares”. Antônio, o pai do menino, era o sacristão da única igreja do povoado e estava encarregado de tocar os sinos caso algum perigo ameaçasse, a fim de avisar os habitantes de que deviam fugir. No entanto, para cúmulo dos males, justamente naquele dia Antônio estava ausente. Saíra bem cedo, antes do raiar da aurora, em companhia do senhor pároco que ia administrar os últimos Sacramentos a um moribundo, numa vila do interior da ilha...