UMA VISITA AO INFERNO - II
No post anterior, a narração do sonho de Dom Bosco foi interrompida no ponto em que ele — após penosíssima viagem — chegou ao fundo de um precipício, parando diante de um horripilante edifício em cuja porta de bronze leu a seguinte inscrição: “Aqui não há redenção”. Deu-se conta, então, de que estava diante da porta do Inferno. Perante este espetáculo, eu quis fazer meia-volta e retornar ao Oratório. Dei alguns passos, mas meu guia nem se moveu. Andamos em torno de um imenso e profundíssimo barranco e nos encontramos de novo no fim da rampa pela qual havíamos descido, diante da primeira porta. O guia voltou-se subitamente para trás e, pálido e com o rosto contraído, fez-me sinal para que eu me afastasse, dizendo: — Olha! Tinham escrito na testa seu pecado Assustado, voltei para trás os olhos e vi, a grande distância, alguém que descia precipitadamente por aquele íngreme caminho. À medida que se aproximava de nós, eu procurava ver o seu rosto. Por fim, reconheci ...