No tempo em que os ministros rezavam o terço
Pe. Juan Carlos Casté, EP Nada há de mais interessante do que a História. Ela registra fatos e situações que nem o mais hábil romancista seria capaz de imaginar. Consideremos, por exemplo, o pequeno episódio acontecido no interior de uma carruagem francesa, em meados do século XIX, quando os ventos anti-clericais ainda sopravam com força: França, 1826. Uma espaçosa diligência se desloca em direção a Lyon. Dentro dela, seis passageiros anseiam pelo momento da chegada ao destino. Um deles, já avançado na idade, com uma desgrenhada barba branca, decide ocupar-se em agredir verbalmente um jovem sacerdote que, sentado em um canto, reza seu breviário. Diante do silêncio do eclesiástico, o anticlerical se exalta e começa a soltar cada vez mais a língua: “Eu trabalho na Administração Nacional, e tenho direito a dizer o que penso. Aposto que esse corvo não agüentará mais e se verá obrigado a descer na próxima parada”, falava, rindo às gargalhadas. Ao lado do sacerdote viajam dois se...