Por que duvidamos?
Sejam quais forem as suas causas, a desconfiança nos traz prejuízo, privando-nos de grandes bens. Quando São Pedro, saltando da barca, lançou-se ao encontro do Salvador, caminhou, a princípio, com firmeza sobre as ondas. O vento soprava com violência. As vagas ora levantavam-se em turbilhões furiosos, ora cavavam no mar profundos abismos... Pedro tremeu... Hesitou um segundo, e, logo, começou a afundar... "Homem de pouca fé, disse-lhe Jesus, por que duvidaste?..."(Mt 14, 31). Eis a nossa história. Nos momentos de fervor, ficamos tranquilos, recolhidos aos pés do Mestre. Sobrevindo a tempestade, o perigo absorve a nossa atenção. Desviamos então os olhares de Nosso Senhor para colocá-los ansiosamente sobre os nossos sofrimentos e perigos. Hesitamos... e afundamos logo! Assalta-nos a tentação. O dever se nos torna enfadonho, a sua austeridade nos causa repugnância, o seu peso nos oprime. Imaginações perturbadoras nos perseguem. A tormenta ruge na inteligência, na sensibi...