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Mostrando postagens com o rótulo história para catequese

Uma igreja construída pelo demônio?

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         Na era das Grandes Navegações, quando a América ainda estava nos albores da civilização, havia em Quito, no Equador, um ilustre arquiteto cujas excelsas construções eram causa de admiração para todos os habitantes da cidade. Ele se chamava Cantuña, e era descendente de uma antiga estirpe de indígenas.          Corria o ano de 1550, quando alguns sacerdotes franciscanos espanhóis solicitaram a este construtor que edificasse uma magnífica igreja em honra do fundador da ordem. O arquiteto aceitou o pedido dos padre e prometeu-lhes concluir a obra no prazo de um ano.          Entretanto, esse homem possuía um costume terrível: cedia aos excessos da bebida. Assim sendo, esbanjou todos os bens a fim de saciar seu vício. Inclusive, gastou todo o pagamento que recebera dos franciscanos.          Passava o tempo. A dat...

Meia hora menos...

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A família de Gustavo era simples, mas muito religiosa. Desde bem pequenino, todas as manhãs, a avó, dona Esmeralda, o levava à Missa, e o menino se encantava com os acordes do órgão, com a luz do Sol entrando pelos vitrais, colorindo as paredes da igrejinha antiga de seu povoado e, sobretudo, com a sonora sineta que tocava durante a consagração. Impressionava-lhe ver aquela nave cheia de homens e mulheres que se ajoelhavam para adorar a Hóstia Consagrada, enquanto a vovó sussurrava-lhe cheia de fé:

O banquete do Menino Jesus

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Conta-se que frei Bernardo de Morlat era um virtuoso religioso de um convento próximo a Santarém, em Portugal. Um de seus amigos, um bom camponês da região, havia lhe pedido o favor de, por caridade, ensinar as letras aos seus dois filhos, meninos piedosos e obedientes. O frade houve por bem atender a solicitação e, deste então, os pequenos saíam todas as manhãs bem cedinho para o convento, levando consigo sua provisão de alimentos. Lá passavam o dia estudando e ajudando nas Missas. E à tardinha voltavam para casa. Certa ocasião, com uma familiaridade toda infantil, sentaram-se para tomar seu lanche aos pés de uma imagem de Nossa Senhora, a qual trazia ao colo o Menino Jesus. Com a mesma candura, comentaram entre si não ser muito gentil comerem sua refeição sem convidarem a outra Criança ali presente. Esta, milagrosamente, aceitou o convite de almas tão inocentes e, descendo do colo de Sua Mãe, foi comer com Seus amiguinhos. A partir então, todas as manhãs, o Divino Infante d...

Você morreu por mim...

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Em meio ao ruído, à fuligem e ao intenso movimento da Quinta Avenida, em Nova York, conversavam diversos rapazes, alguns sentados no chão, outros nos degraus de um dos famosos pontos dessa enorme cidade: a Catedral de São Patrício. Pouco educados, roupas mal cuidadas e atitude frívola, eles eram simplesmente um grupo a mais de jovens que, nos tristes anos da década de 1930, passavam a melhor parte da vida a vagabundear pelas ruas das grandes metrópoles. Naquela tarde de verão, eles pareciam estar de ânimo mais exaltado que de costume. Um deles — alto, sardento, ruivo e com ares de valentão — era o centro da agitada conversa, melhor dizendo, algazarra. Com muitos gestos, jactava-se de suas brigas e proezas. Na verdade, ele tinha algumas qualidades importantes para quem decidiu passar a maior parte da vida na rua: era ágil, atrevido e desafiante. Inesperadamente, um de seus companheiros, talvez já farto de tantas fanfarronadas, lançou-lhe um desafio: — Olha, brigar contra dois ...