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No tempo em que os ministros rezavam o terço

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Pe. Juan Carlos Casté, EP Nada há de mais interessante do que a História. Ela registra fatos e situações que nem o mais hábil romancista seria capaz de imaginar. Consideremos, por exemplo, o pequeno episódio acontecido no interior de uma carruagem francesa, em meados do século XIX, quando os ventos anti-clericais ainda sopravam com força: França, 1826. Uma espaçosa diligência se desloca em direção a Lyon. Dentro dela, seis passageiros anseiam pelo momento da chegada ao destino. Um deles, já avançado na idade, com uma desgrenhada barba branca, decide ocupar-se em agredir verbalmente um jovem sacerdote que, sentado em um canto, reza seu breviário. Diante do silêncio do eclesiástico, o anticlerical se exalta e começa a soltar cada vez mais a língua: “Eu trabalho na Administração Nacional, e tenho direito a dizer o que penso. Aposto que esse corvo não agüentará mais e se verá obrigado a descer na próxima parada”, falava, rindo às gargalhadas. Ao lado do sacerdote viajam dois se...

Ousadia materna

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Ir. Lucía Ordóñez, EP Vasculhando revistas antigas, encontrei nas páginas amareladas de uma delas a história de um pequeno condado perdido entre as montanhas da Europa, o qual, no meio das turbulências do séc. XVII, rejubilava-se por estar havia décadas usufruindo da mais perfeita paz. Por certo, leitor, não será tempo perdido lermos juntos a interessante narração. Ela começa apresentando boa parte da população reunida na majestosa catedral. Era Missa de domingo. Os vitrais filtravam em mil cores o sol de verão. No momento apropriado, o velho bispo leu as intenções da Missa, das quais a última, como sempre, era esta: — Senhor, afastai dos lares de nosso condado as calamidades da guerra! Ao ouvir isso, uma matrona da primeira fileira cochichou para sua vizinha: — Eu não disse?... Ele sempre repete essa intenção. Que exagero! O bispo, embora avançado em anos, tinha ainda o ouvido fino, e contestou: — Muitos não dão valor ao dom da paz, porque nunca passaram pelos terrívei...