Você morreu por mim...
Em meio ao ruído, à fuligem e ao intenso movimento da Quinta Avenida, em Nova York, conversavam diversos rapazes, alguns sentados no chão, outros nos degraus de um dos famosos pontos dessa enorme cidade: a Catedral de São Patrício. Pouco educados, roupas mal cuidadas e atitude frívola, eles eram simplesmente um grupo a mais de jovens que, nos tristes anos da década de 1930, passavam a melhor parte da vida a vagabundear pelas ruas das grandes metrópoles. Naquela tarde de verão, eles pareciam estar de ânimo mais exaltado que de costume. Um deles — alto, sardento, ruivo e com ares de valentão — era o centro da agitada conversa, melhor dizendo, algazarra. Com muitos gestos, jactava-se de suas brigas e proezas. Na verdade, ele tinha algumas qualidades importantes para quem decidiu passar a maior parte da vida na rua: era ágil, atrevido e desafiante. Inesperadamente, um de seus companheiros, talvez já farto de tantas fanfarronadas, lançou-lhe um desafio: — Olha, brigar contra dois ...